ANA LIRA

Ana é artista visual, fotógrafa, curadora, rádio host, escritora e editora baseada em Recife (PE – Brasil). É especialista em teoria e crítica de cultura. Observa a (in)visibilidade como forma de poder e dedica atenção a dinâmicas envolvendo sensibilidades cotidianas. Sua prática é baseada em processos coletivos e parcerias, tendo trabalhado com eles por mais de duas décadas. Nestas iniciativas dedica-se a fortalecer práticas colaborativas de criação que observam as entrelinhas das relações de poder que afetam nosso processo de comunicação, as articulações do cotidiano e a forma como produzimos conhecimento no mundo.

Ana is a visual artist, photographer, curator, radio host, writer and editor based in Recife (PE – Brazil). She is a specialist in cultural theory and criticism. An observer of (in) visibility as a form of power, devoting her attention to dynamics involving everyday sensitivities. Ana’s practice is based on collective processes and partnerships, having worked with them for more than two decades. In these initiatives, she is dedicated to strengthening collaborative creative practices that observe the lines of power relations that affect our communication process, the articulations of daily life and the way we produce knowledge in the world .

Exibiu trabalhos em Bienal 12 (Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil, 2020), Four Flags (Brasil, Amsterdã, 2020), Devenires (Cidade do México, México, 2020); Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural (Recife, MAMAM, 2019); Livro Livre (Arles, France, 2019); Manjar: para habitar liberdades (Rio de Janeiro, Solar dos Abacaxis, 2019); 36º Panorama da Arte Brasileira (São Paulo, MAM, 2019); À Nordeste (Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019); Entremoveres (Nacional Trovoa, Museu da Abolição, Recife, 2019), Não-Dito (CAL,Brasília, 2019; CCBEU, Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, Belém, 2017; CCI, Recife, 2015); Os da Minha Rua (MAB, Recife, 2018), Arte Democracia Utopia (MAR, Rio de Janeiro, 2018-2019) com o coletivo Amò, Atos de Mover (Galeria Capibaribe - Recife - 2018); Devires (Salvador, Bahia, Goethe Institut, 2018), Realidades da Imagem Histórias da Representação - 9o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia (Museu do Estado do Pará, Belém, Pará, 2018), As Bandeiras da Revolução: Pernambuco 1817-2017 (Galeria Massangana, Política da Arte, Fundaj, Recife, 2017), Agora Somos Todxs Negrxs? (VideoBrasil, São Paulo, 2017), Antilogias: o fotográfico na Pinacoteca (Pina, São Paulo, 2017); na ação coletiva Aparelhamento (São Paulo - 2016); Fotos Contam Fatos (Galeria Vermelho, São Paulo - 2015/2016); na 31ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo (São Paulo, 2014) e nas itinerâncias no Palácio das Artes, Belo Horizonte - 2015 / Museu de Serralves, Porto, Portugal, 2015/2016); no programa Raízes e Asas (SESC VITRINE, Sesc Santana, São Paulo, 2015); no Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre (Fest Foto Poa, Margs, 2015); na exposição Marés (Sesc Sergipe, Aracaju, 2013 - Trotamundos Coletivo); e na coletiva Linguagens 2008 (Museu do Estado de Pernambuco, Recife, 2008).

 

Participou dos programas de residência da Delfina Foundation/Instituto Incluzartis, no Rio de Janeiro (2020) e em Londres (2019); Arte e Ativismo na América Latina, parceria da Despina com a organização holandesa Prince Claus Fund (2018); Residência São Jerônimo, articulada pelo artista Alexandre Sequeira, na cidade de Belém/PA (2016-2017); e do programa de residência do artista Eustáquio Neves, em Diamantina/MG, com a orientação do projeto Terrane, no ENA (2017).

 

Desenvolveu projetos experimentais em rádio no programas Contracor, projeto da Scapa com a Rádio Bueiro (2020); na experiência Eu Sou Porque Nós Somos (Capacete, 2018) e no  programa semanal Geléia Geral/Música Brasilis (Recife, 2004 – 2006). Participou dos seguintes projetos coletivos: Projeto Quarantine (2020), #1 inBox (Revista Gravidade Art, 2019); e dos filmes coletivos Eleições: crise de representação (Recife, 2012) e [projetotorresgemeas] (Recife, 2011).

 

Publicou os livros de artista Mandalla (Retratografia, Recife, 2019); Terrane (Retratografia, Recife 2018) e Avise que está tudo bem (Retratografia, Recife, 2018) - projeto elaborado em diálogo com Cláudia Oliveira, Lourdes da Silva e Luzia Simões); Voto (Pingado Près, 2014 - 1ª edição; 2015 - 2ª edição, trilíngue). Publicou trabalhos na série Pretexto, da Tenda de Livros; no Jornal de Borda (Edições 02 e 03), da Ediciones Costeñas/Tenda de Livros; e Linguagens 2008.

 

Publicou nas revistas Omenelick 2º Ato, Outros Críticos e Continente; no jornal Nossa Voz (Casa do Povo, São Paulo) e reflexões para os catálogos das exposições À Nordeste  (2019), Como (falar de) coisas que não existem: um livro a partir da 31a Bienal de São Paulo (Serralves, 2016). Desenvolveu ainda o relato de processo coletivo Política Pública, publicado no Contemporary Journal (Nottingham Contemporary, 2020), como contribuição da articulação Amò sobre o projeto de mesmo nome. Entre publicações de artistas, foi editora de Cordão, de Eduardo Queiroga; Buenos Aires, Brasil, de Josivan Rodrigues; e co-editora e orientadora de Para Levantar As Forças, de Cecília Urioste.