GLORIA OYARZABAL

Woman go no’gree
As mulheres não precisam concordar

Não é à toa que o título As mulheres não precisam concordar é emprestado da famosa e amplamente debatida canção Lady, de 1972,, do músico nigeriano Fela Kuti. Nesse projeto, Oyarzabal estabelece diálogos provocativos entre imagens de arquivo, instantâneos contemporâneos e performances para a câmera, nas quais explora como o olhar do colonizador refrata a imagem da mulher africana. Desconstrói referenciais eurocêntricos que estruturam categorias de gênero de maneira universalista e retoma, como fundamentais para a vivência feminina, considerações de classe, raça, idade e experiências, tanto individuais quanto coletivas. Examina os efeitos do colonialismo e o equívoco em tomar a estrutura binária do feminismo ocidental para um entendimento da diferença de gênero na África e  propõe, portanto, a descolonização do feminismo.

It is no wonder that the title “Woman Go No’Gree (Women don’t have to agree)” is borrowed from the famous and widely debated song “Lady” (1972) by Nigerian musician Fela Kuti. In this project, Oyarzabal establishes provocative dialogues between archival images, contemporary snapshots and performances for the camera where she explores how the visual perspective of the colonizer refracts the image of African women. 

Deconstructing eurocentric references, which structure categories of gender in a universalist way, it retakes, as fundamental for the female experience, considerations of class, race, age and experiences, both individual and collective, examining the effects of colonialism and the mistakes in taking the binary structure of feminism for an understanding of gender difference in Africa. It therefore proposes the decolonization of feminism.

 

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