HUA WEICHENG

Final de cinzas
End of Ashes

Desde a reforma e a abertura, apesar do rápido desenvolvimento econômico, a China pagou um preço doloroso pelos danos severos causados ao ecossistema. A veneração à natureza e o sincretismo humano-celestial enfatizados na cultura chinesa tradicional foram substituídos pelo conceito utilitarista “desenvolver é o princípio absoluto”. Elementos de beleza ligados à tradicional visão humanista chinesa se tornam cada vez mais escassos. Essa é não só uma questão estética, mas também relacionada à cultura tradicional chinesa que não pode ser esquecida. A série “End of Ashes” (Fim das Cinzas) é uma amostra de paisagens reais da China sob um ponto de vista pessoal. Esses cenários são consideravelmente remotos e silvestres. Como um “paradoxo” desta era, a maioria das pessoas não lhes dá muita importância. Mas, da perspectiva do artista, elas são como “relíquias do tempo” que merecem a atenção do povo.
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Since reform and opening-up, despite the rapid economic development, China has paid a painful price for severe damages on natural ecosystem. The “warship for nature” and “heaven-human syncretism” emphasized in traditional Chinese culture have been replaced by the utilitarian concept of “Development is the absolute principle”. Beautiful things with traditional Chinese humanistic conception have become more and more scarce. Not only is this an aesthetic issue, but it also contains the traditional Chinese cultural spirit we cannot forsake. The set of photos “End of Ashes” is a sampling of Chinese real landscape under personal observation. They are fairly remote and wild scenes. As a “paradox” of this age, they are not much minded by most people. But from my perspective, they seem as if “relics of time” that deserve people’s vigilance.

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