LUIS ARTURO AGUIRRE

Desvestidas

“Lembro-me da primeira vez que vi uma travesti. Foi um momento que me marcou e ficou em minha memória. Eu devia ter sete ou oito anos de idade e estava no mercado em Acapulco com a minha tia quando a vi. Tinha cabelo encaracolado, pele bastante escura, braços musculosos, pálpebras azul-brilhante e lábios vermelhos. — ‘Vem cá, bonita’, ela disse para a minha tia. ‘Quem é ele?’, perguntei. — ‘Um menino-menina’, minha tia disse resumidamente. Esta série é resultado do meu fascínio pelas travestis. Com enchimentos elas dão novas formas a seus corpos e com perucas e maquiagens tornam sua aparência mais feminina. ‘Vestida’ é a palavra usada popularmente no México para se referir às travestis. Na série de imagens Desvestidas retrato simultaneamente sua face feminina e masculina.”. Declaração do artista.
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“I remember being shocked the first time I saw a transvestite. I must have been seven or eight and I was at the main market in Acapulco with my aunt when I saw ‘him’. He was standing outside a fruit stall, with curly hair, very dark skin, muscular arms, electric blue eyelids and red lips. — Come on in, beautiful, he said to my aunt. I don’t know which bothered me more, his voice or his body. — Who is he? I asked my aunt. — A boy-girl, she said laconically. My questions stopped there. This series is the result of my fascination with cross-dressers. Their ability to turn themselves into incredibly beautiful women is just stunning. With implants they can give their bodies new shapes, and with wigs and makeup they feminise their appearance.‘Vestida’ is the popular Mexican word for transvestite. In the series – ‘desvestidas’ – both their feminine and masculine expressions are shown simultaneously. Artist Statement

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México