(Querido)

Campo de Passagem

Matheus Dias​

Não existem futuros sem passados, nem presentes desentrelaçados. Tudo que aqui vivenciamos no campo de passagem é apenas uma viagem longa, confusa e espiralada em si. É necessário se conhecer para derrubar os muros dos tempos em busca de futuros. Reencontrar meu ser artista, negro-mestiço, bicha/viada/baitola, gorda e profana. Da criança viada a adolescência vivida em escola militar. A imagem que os outros construíram para mim e as belezas e dores de um corpo dissidente que só encontra no seu imaginário um espaço/universo confortável para existir. É a posse sobre as narrativas do meu corpo.

Matheus Dias I 2020
Oreintadora I Ângela Berlinde