MICHEL LE BELHOMME

Os dois labirintos
The Two Labyrinths

“A mudança de três para duas dimensões é uma parte constitutiva do ato fotográfico. Aceitamos que uma fotografia preserva uma semelhança, embora tenha perdido toda a profundidade, toda a materialidade, exceto aquela de seu suporte. (…). Michel Le Belhomme nos convida a considerar possibilidades mais ambíguas. Ele nos mostra como uma representação se torna mais evocativa à medida em que se distancia mais de sua suposta referência. Aqui, uma imagem pode ser criada a partir de paisagens reais, que são de fato imagens refotografadas, e os verdadeiros contornos não são nada mais que rachaduras e dobras que criam um volume. Em outra parte, o que achamos ser uma imagem gerada por computador é na realidade uma foto de um volume real, construído à base de papel. Esses são então labirintos para os quais Michel Le Belhomme nos atrai: o labirinto da imagem – poderoso não em razão de sua aderência à realidade, mas apesar da mesma – e o labirinto do espaço real – por si só, um espaço de representação contínua. Nesta série, as imagens ressoam com ecos sucessivos, que tornam-se por sua vez imagens de um objeto, imagens de uma imagem, e finalmente apenas imagens, retornando de suas peregrinações espaciais com um novo poder de encantamento. Michel Le Belhomme é um servo discreto e eficiente das forças da fotografia.” – Comentário editado de Christian Maccotta, diretor artístico do Festival Boutographies
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“The change from three to two dimensions is a constitutive part of the photographic act. We accept that a photograph maintains a resemblance, despite the fact that it has lost all depth, all materiality except that of its support. (…). Michel Le Belhomme invites us to consider more equivocal possibilities. He shows us how a representation becomes more evocative the further it departs from its supposed reference. Here, an image might be created from real landscapes, which are in fact images re-photographed, and the « real » contours are no more than creases and folds that create a volume. Elsewhere, we think we are looking at a computer-generated image when in fact it is a photo of a real volume, constructed in paper. These then are the labyrinths into which Michel Le Belhomme draws us: that of the image – powerful not because of, but despite its adherence to reality – and that of the real space – which is itself a space of continuous representation. In this series the images resonate with successive echoes, becoming by turn images of an object, images of an image, and finally just images, returning from their spatial peregrinations with a newfound power to enchant. Michel Le Belhomme is a discreet and efficient servant of the powers of photography.” Edited statement of Christian Maccotta, Artistic director of Boutographies Festival

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