SIMON MENNER

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A questão da vigilância tem sido um tópico amplamente discutido por muitos anos. Apesar disso, durante uma profunda pesquisa sobre o assunto, foi percebido que o público possui um acesso muito limitado a materiais visuais que mostram o ato de vigilância da perspectiva do vigilante. Naturalmente, nós todos nos familiarizamos com as imagens desfocadas tiradas de câmeras de vigilância que são ocasionalmente liberadas para a mídia, por exemplo, em conjunto com investigações policiais. Mas ainda há uma zona muito nebulosa, da qual muito se fala, mas pouco se sabe de concreto. É óbvio que deve existir um volume ainda maior de material relacionado à vigilância; o que não é tão claro, porém, é o que o “Big Brother” de Orwell consegue ver de fato quando está nos vigiando. Ao longo de dois anos, o artista foi capaz de fazer uma análise das memórias visuais da Stasi, a notória polícia secreta da Alemanha Oriental, e de encontrar uma resposta para parte desta questão.
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Surveillance has been a widely discussed topic for many years. During my detailed research into the subject, however, I have come to realize that the public has only very limited access to picture material showing the act of surveillance from the perspective of the surveillant. We are naturally all familiar with the blurred images taken by surveillance cameras and occasionally released to the media, for example in conjunction with police investigations. Yet there is still a large gray area, which is often spoken about but of which little is tangible. It is obvious that much more surveillance material must exist; what is not obvious, however, is what the Orwellian “Big Brother” in fact gets to see when he is watching us. Over the course of two years I have been able to sift through the visual memories of East Germany’s notorious secret police “STASI” to answer part of this question.

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